Não basta ir às ruas (por Luciano Rezende Moreira)

Há um sentimento quase irrefreável que impele amplos setores da esquerda brasileira a exigir a volta do povão às ruas como se ele tivesse de fato saído de casa na última década.

A não ser para ir ao trabalho, o chamado povão, em sua imensa maioria, esteve longe de protagonizar as multitudinárias manifestações que culminaram por derrubar a presidenta Dilma Rousseff.

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Crise de governo e pacto conservador (por Walter Sorrentino)

Imprevisibilidade segue como o sobrenome da crise política e institucional em busca de saídas. Seu nome, neste momento, atende por crise aguda de governo. O governo Temer já vive fora das leis da gravidade. Diminuem seguidamente as probabilidades de que permaneça: ainda se esperam outras denúncias do Ministério Público, delações como a de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha, quem sabe Loures. Um xeque-mate será possível em poucos lances assim que a pactuação pelo alto, em curso acelerado, decidir como prosseguir sem passar mais por Temer.

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O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária (por Luís Fernando Vitagliano)

O artigo do professor Luis Fernando Vitagliano é oportuno. Registra a passagem de 4 anos da explosão de manifestações de junho de 2013, ainda em busca de respostas. Vitagliano sustenta que a base geral delas foi a crise da representação, pondo em questão mais propriamente o ciclo da Nova República. Quer dizer, amplas coalizões para sustentar governos. Em termos positivos, “como conciliar a eleição de um projeto nacional no plano Executivo com a fragmentação do Legislativo em interesses mesquinhos e provincianos?” (valha certo exagero nessa última formulação pois não altera a propriedade da pergunta).

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