Lula: “um julgamento feito pela e para a imprensa” (por Tatiana Carlotti)

Retirado do portal Carta Maior 

A questão não é mais “o que esperar desta imprensa”, mas como alertar os brasileiros que se informam apenas por ela sobre o que está acontecendo no país

Quem acompanhou a cobertura do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, na última quarta-feira (10.05.2017), pode notar a ferocidade com a qual os veículos do oligopólio midiático apresentaram as declarações do ex-chefe de Estado.

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Julgamento de Dilma: idéologos das “pedaladas” saem chamuscados, por Tereza Cruvinel

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O primeiro dia do julgamento da presidente Dilma confirmou a natureza do processo: foi calculadamente fundado em acusações técnicas e vem sendo conduzido por um discurso que não permite à população entender de quê mesmo a presidente é acusada. Seus defensores, entretanto, conseguiram ontem uma vitória moral e política importante com a desqualificação das duas primeiras testemunhas de acusação. A primeira, o procurador de contas Julio Marcelo, autor da representação contra o governo em 2014, da qual originou-se o conceito de “pedaladas fiscais”, foi rebaixado à condição de informante, por conta de sua postura militante contra o governo Dilma, revelada em redes sociais. Já o auditor federal do TCU, Antonio Carlos Costa D’Ávila, confirmou, em resposta ao senador Randolfe Rodrigues, que auxiliou o procurador a elaborar sua representação, que depois gerou uma auditoria coordenada por ele mesmo. “Isso é estarrecedor. É como se o juiz auxiliasse o advogado a escrever a petição que irá julgar!”, resumiu o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo.

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O julgamento de Dilma – parte 6: A construção do crime

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No sexto capítulo do livro que trata do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira expõe as manobras para usar as leis existentes para enquadrar a presidente da República em “crime de responsabilidade”; ele conta a história a partir de dois personagens principais, bastante diferentes um do outro; o promotor público Júlio Marcelo de Oliveira, que atua junto ao TCU, e o senador do PSDB Antônio Anastasia, relator da comissão especial do impeachment

Por Raimundo Rodrigues Pereira* Continue lendo

Tribunal de Haia inocenta ex-presidente da antiga Jugoslávia, Slobodan Milosevic

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPII), em Haia, reconheceu que Slobodan Milosevic, que foi presidente jugoslavo, não teve responsabilidades em crimes de guerra na Bósnia, entre 1992 e 1995. Uma ilibação tardia.

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Ao longo de anos, Slobodan Milosevic foi caluniado de forma continuada pelo sistema mediático hegeOmónico e por dirigentes das potências ocidentais. Os meios de comunicação na época chamaram-lhe «carniceiro dos Balcãs» e compararam-no a Hitler. Foi acusado de «genocida» e de ser «um monstro sedento de sangue», como titulavam então os principais jornais europeus e estado-unidenses.

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Vannuchi: ONU deve condenar Estado brasileiro e exigir julgamento imparcial de Lula

arquivo/EBC

arquivo/EBC

Em comentário no Seu Jornal, da TVT, Vannuchi, diz que a peça jurídica enviada à ONU demonstra “cabalmente” que Sérgio Moro não é um juiz imparcial, listando as irregularidades por ele cometidas. Segundo ele, a ONU é o foro internacional mais adequado porque Lula é reconhecido como importante liderança em todo o mundo.

“Os direitos ao devido processo legal e os direitos políticos de Lula estão sendo violentamente desrespeitados”, afirma.

 Vannuchi lembra que recursos à OEA já resultaram em avanços importantes, no Brasil, como o caso da Lei Maria da Penha, que se originou de um recurso de Maria da Penha Maia Fernandes alegando que o Estado brasileiro foi omisso na defesa de seus direitos após ser vítima de violência doméstica cometida pelo ex-marido, que a deixou paraplégica. Legislações de combate ao trabalho escravo e de combate aos abusos cometidos em manicômios também são frutos de recursos à CIDH, diz.

Com base em matéria da RBA