O Bruxo e a República: 178 anos do nascimento de Machado de Assis (por Elder Vieira dos Santos)

Múmia fosse, Machado de Assis estaria hoje a arrastar mais de um século de bandagens pelos corredores da Academia Brasileira de Letras, ou a empoar de cinzas os cômodos de seu sobrado no Cosme Velho. Como seu corpo mestiço está disperso em átomos sob uma campa do cemitério carioca de São João Batista, memoramos hoje o natalício do gênio – o maior da prosa de ficção em Língua Portuguesa; perpétuo paradigma da literatura brasileira e de além-mar.

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A UBE conclama ao país ao cumprimento das leis e à conduta ética (por Durval de Noronha Goyos Junior)

A participação efetiva do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ao lado dos Aliados e em defesa dos valores caros à Humanidade, representou um divisor de águas no tocante à democratização do País e um avanço marcado pela paulatina redução da exclusão social, da dominação desmedida e feroz das classes dominantes sobre a cidadania. Ao mesmo tempo em que nossas instituições de direito interno evoluíam, o Brasil cooperava para a construção de uma ordem jurídica internacional, que almejava um equilíbrio baseado no regime de regras. Esta gradativa evolução tornou menos abrupta a desigualdade social e representou a transposição da maior barreira em nosso processo da busca do bem comum.

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O modernismo brasileiro e o contexto cultural dos anos 20 (por Aracy Amaral)

Tarsila do Amaral, A Caipirinha, 1923

O modernismo brasileiro visto em análise comparativa com outros movimentos modernistas de países do Mercosul. Influências de tendências como o art déco em artistas modernistas brasileiros. Nacionalismo na arte e características da produção das principais figuras do movimento nos anos 20 e 30. Continue lendo

Raduan Nassar, prêmio Camões 2016: Não há como ficar calado!

Às dez e meia da manhã desta sexta-feira 17, o escritor Raduan Nassar subiu ao palco montado no Museu Lasar Segall, em São Paulo, para receber o Prêmio Camões de 2016, honraria concedida pelos governos do Brasil e Portugal e um dos principais reconhecimentos da literatura em língua portuguesa. Nassar ofereceu à plateia o seguinte discurso:

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