Luta de classes em cenário pós-industrial, Por Mácio Pochmann

A passividade das ruas e a apatia dos brasileiros têm sido identificadas por acomodação das lutas de classe. A prevalência de um presidente tão impopular, envolvido por diversos escândalos de corrupção e impositor de reformas que mesmo rejeitadas avançam pela troca de votos parlamentares por privilégios das verbas e cargos públicos, não valida, contudo, tal compreensão.

Acontece que a convencional luta de classe consolidada pela antiga sociedade urbana e industrial sofre importantes mudanças diante da ascensão da sociedade de serviços. Pela tradicional classe trabalhadora industrial, a organização taylorista e fordista da produção implicou hierarquia e polarização entre os que mandavam e os que eram mandados. O trabalho material resultava em produção de algo concreto e palpável, indicando as razões de pertencimento e identidade de classe a partir da presença no próprio local de trabalho.

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A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica no Brasil (por Marcio Pochmann)

Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo

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Partido Comunista: que partido, para quê?

Como disse um dirigente do PC (M) da Índia, podemos pensar erguendo-nos sobre os ombros de Lênin para enxergar mais longe e vastamente, mas não pensar com a cabeça dele, pois ela cessou de trabalhar e estava voltada para seu tempo. Temos que fazê-lo com nossas próprias capacidades e experiências, aproveitando o proveitoso legado que ele nos deixou.

Com essas palavras encerro o pequeno ensaio para o livro Lênin – presença da revolução, organizado pela Sociedade Amigos de Lênin da Fundação Maurício Grabois e Editora Anita Garibaldi. Ele foi organizado por Aloisio Sérgio Barroso e seu lançamento ocorrerá nesta sexta feira, 7 de julho, onde espero encontrar as amigas e os amigos do Blog.

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Uma nova Canudos (por Henrique Matthiesen)

Os prisioneiros de Canudos – foto de Flávio de Barros – 1897

Retirado do portal Jornalistas Livres

O Brasil profundo, muitas vezes desconhecido da enculturação e do projeto elitista da escolarização alienante e desonesta, nos priva do conhecimento crítico e nos mantém numa situação de assimilação da ordem imposta.

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Indústria 4.0, identidade e consciência de classe dos trabalhadores

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Como se sabe, está amplamente questionada hoje pela ofensiva liberal o papel das classes trabalhadoras para qualquer papel transformador da sociedade no rumo do socialismo. A mistificação do fim do papel central do proletariado não esconde a dura realidade da luta de classes promovida pelo capitalismo em termos de superexploração e opressão, precariedade e intermitência nas relações de trabalho, alienação e fragmentação da identidade social. Continue lendo