O modernismo brasileiro e o contexto cultural dos anos 20 (por Aracy Amaral)

Tarsila do Amaral, A Caipirinha, 1923

O modernismo brasileiro visto em análise comparativa com outros movimentos modernistas de países do Mercosul. Influências de tendências como o art déco em artistas modernistas brasileiros. Nacionalismo na arte e características da produção das principais figuras do movimento nos anos 20 e 30. Continue lendo

Mário de Andrade e a lição do modernismo (por José de Paula Ramos Jr.)

Na célebre conferência “O Movimento Modernista”, proferida em 1942, Mário de Andrade traça um histórico do modernismo para chegar a uma avaliação do legado do movimento para a arte e para a cultura nacional. Realizada na biblioteca do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, em celebração dos vinte anos da Semana de Arte Moderna, essa conferência serve de emblema para a assimilação ofi cial do modernismo, no momento em que seu esgotamento é assinalado por um de seus representantes máximos. Continue lendo

A ordem é o prazer da razão, mas a desordem é a delícia da imaginação

Recebi do amigo Rubens Vaz Ianelli um livro com sua obra e trajetória artística. Lindo.

Catedrais do tempo
2004
óleo sobre tela
120 x 240 cm

Filho de mestres mas também mestre. Rubens provém de um núcleo expressivo da arte moderna brasileira, seu pai Arcângelo e seu tio Thomas. Sua obra pessoal seguiu um caminho próprio, cheia de sensibilidade.

Ela se expressa em desenhos e traços e arabescos – suas linhas são pura poesia. Com elas, os tons, luz e sombras, texturas muito belos.

Para Rubens, “a ordem é o prazer da razão, mas a desordem é a delícia da imaginação”.

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Sob as portas de bagdad
2003
aquarela
19 x 27 cm

Ordem e desordem de cidades, moradas, refúgios, feitas de olhares e memórias profundos. Rubens invoca a memória, me parece, de três ritos de travessia que marcam sua vida. Cedo, criança, foi com a família em longa viagem à Europa, onde o pai havia sido premiado. Foram meses a bordo de um navio e a vida em outro lugar. Posteriormente, formado médico e buscando a dedicação exclusiva à arte, ficou mais de ano ao longo de América Latina, conhecendo suas profundezas, seus povos, suas artes. Retornado ao país, ficou sete anos trabalhando como médico sanitarista no Norte do país (Rondônia, Mato Grosso e Acre), onde mergulhou a fundo na nacionalidade.

Junto a isso tudo, ele mobiliza uma sensibilidade marcante para todos os que o conhecem. Eu o conheci e tenho por ele forte amizade. Nos anos 80, teve sua fase partidista, militando no PCdoB onde deu enormes contribuições. Ele é um apaixonado, mergulha a fundo em tudo com que se envolve. Foi assim também com o partido.

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Disso tudo, ficou-lhe o amálgama de um marcante humanismo e preocupação social, pessoa de índole avançada, progressista e democrática, expressa artisticamente na primeira fase de sua obra. Depois da Bienal do México em 1990, ele passou a se dedicar crescentemente em caráter exclusivo à atividade artística.

Ganhamos todos com isso, a arte, o Brasil, o mundo. Rubens Ianelli é um grande artista.

Vejam seu sítio eletrônico – é um prazer aos olhos e à alma. www.rubensianelli.com.br