A questão nacional, o sentido classista da luta e a unicidade do povo brasileiro (por Walter Sorrentino)

O FÓRUM DOS MOVIMENTOS SOCIAIS do PCdoB se reuniu em 11 de agosto passado para examinar estratégias das lutas sociais face ao descalabro brasileiro neste momento. Na ocasião promovi o debate em torno de alguns temas que me parecem nodais.

É necessário situar os movimentos sociais (MMSS) onde atuam os comunistas numa dada concepção e no âmbito de intensa luta política e ideológica em curso, em unidade e luta com as demais correntes da esquerda política e em disputa com as mensagens conservadoras transmitidas pelo estado de coisas dominante.

Continue lendo

Movimentos sociais vivem dilemas na luta contra o neoliberalismo (por Walter Sorrentino)

Na 2ª conferência nacional da Frente Brasil Popular eu indagava a quem serviu precisamente as demarcações produzidas no âmbito do Fórum Social Mundial entre movimentos sociais, partidos políticos e ONGs. Travava-se ali uma disputa de hegemonia que ficou à margem com as vitórias progressistas no Brasil e grande parte da América do Sul.

Emir Sader vai ao ponto nesse tema, neste pequeno artigo. Continue lendo

Stedile: Papa Francisco, um homem de muita coragem! (João Pedro Stedile)

16_11_11_sorrentino_papastedille

3° Encontro Mundial de Movimentos Populares em diálogo com o Papa Francisco ocorreu no Vaticano no início de novembro

Estive recentemente no 3° Encontro Mundial de Movimentos Populares em Diálogo com o Papa Francisco, realizado no Vaticano de 2 a 5 de novembro. Participaram mais de 200 delegados de 60 países, representando movimentos inseridos nas lutas sociais de três áreas: trabalho, terra e teto. Do Brasil, estávamos em oito delegados escolhidos pelos movimentos populares dessas áreas. Continue lendo

MOVIMENTOS SOCIAIS VÃO ÀS RUAS EM DEFESA DA DEMOCRACIA

16 de dezembro de 2015: Dia Nacional de Luta contra o Impeachment, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha!

movimentos sociais

Unificados por três pilares: contra o impeachment; não ao ajuste fiscal e fora Cunha, UNE, MST, CUT, CTB, MTST e outras organizações sociais, decidiram, em uma reunião realizada na última quarta-feira (9) em São Paulo, convocam a sociedade para ir às ruas em defesa da legalidade do mandato da presidenta Dilma Rousseff. Na visão das lideranças esses três temas são essenciais para barrar o retrocesso e fazer o Brasil continuar a avançar.

Leia na íntegra a convocatória  Continue lendo

Em defesa do Brasil, da democracia e do governo eleito pelos brasileiros

IMG_0700

Hoje ocorreu o fato político mais importante de 2015 e da conjuntura implantada ao se iniciar o segundo governo Dilma.

Movimentos sociais e populares capitaneados pelo movimento sindical se somaram às forças progressistas e de esquerda para manifestar-se em 23 Estados, juntando várias centenas de milhares de lutadores.

em defesa do Brasil, em defesa da democracia e em defesa do governo eleito pela maioria dos brasileiros.

A data é histórica, de outro 13 de março, em 1964, quando do famoso comício da Central do Brasil em que Jango presidente recebeu apoio dos sindicalistas para avançar nas reformas de base.

Será histórica também porque repôs o protagonismo popular no atual cenário político.

Para isso confluíram as históricas bandeiras de luta dos movimentos sociais, em especial os direitos sagrados dos trabalhadores, mas sob uma perspectiva política em defesa do Brasil, em defesa da democracia, em defesa do governo eleito pela maioria dos brasileiros. Isso unificou as tropas em torno da Petrobras e da economia nacional, do fim do financiamento empresarial de campanha, contra intentos golpistas.

Vai amadurecendo a compreensão de que a justa luta pelos direitos dos trabalhadores, pela manutenção e ampliação das conquistas alcançadas nos último anos põe em tela precisamente essas bandeiras.

Mais uma vez o exemplo do outro 13 de março é útil, porquanto boa parte da esquerda não atentou para escapar da cilada política em torno do governo de Jango.

As forças populares seguirão o aprendizado de que, em hora de choques políticos exacerbados, não se deve titubear em defesa daquilo mais elevado que eles mesmos conquistaram, os governos dos últimos anos. Vão se pondo ao lado e à frente do governo em defesa do aprofundamento das reformas, disputando a sociedade com sua agenda própria.

O governo tem aí novas condições para sair da defensiva e propor sua agenda política em sintonia com esses anseios.

Hoje, 13 de março, o gênio saiu da garrafa, tornou a se unir para a luta política. Intentos de golpear o governo Dilma necessitariam pedir a esse povo mobilizado para ir para casa. Não o conseguirão. As condições para a contra-ofensiva aos conservadores estão postas.

Leia também: http://vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1475&id_secao=16