As “Aquarelas” de Ary Barroso (por Laura Macedo)

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Há exatos 113 anos nascia (07/11/1903) – Ary Barroso -, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX. Atuou como apresentador de programas de auditório, locutor esportivo, vereador e compositor excepcional. Saiu de cena em 09 de fevereiro de 1964, em pleno carnaval, dia em que a Escola de Samba Império Serrano desfilava com o enredo “Aquarela Brasileira”, em sua homenagem. Continue lendo

Nelson Jacobina

Lamentavelmente, só hoje tive notícias da morte de Nelson Jacobina. Este foi o maior e mais fiel parceiro de Mautner, ouso dizer, um comunista de concepção. Jorge Mautner o considero como um dos gênios da raça, simplesmente isso; um dos agentes fundamentais da cultura brasileira, na música e não só, desde os anos 60. Mautner, possivelmente, não seria o que é sem Nelson Jacobina.

Minha homenagem à memória e trabalho desse notável brasileiro.

Morre-se Assim
Jorge Mautner / Nelson Jacobina

No meio das névoas e mergulhado na melancolia, ao lado de tristes ciprestes, ajoelhado, derramando quentes lágrimas de saudade perante o túmulo da minha amada.

Morre-se assim
Como se faz um atchim
E de supetão
Lá vem o rabecão

Morre-se assim
Como se faz um atchim
E de supetão
Lá vem o rabecão

Não não não não não não não não
Não não não não
Sim sim sim sim sim sim sim sim sim
Mas porém contudo todavia
No entanto outrossim

Uma bala perdida desferida na rua dos paqueradores de travesti voou e foi alojar-se no crânio de uma velha senhora que lia com fervor a sua bíblia lá no morumbi.

No cemitério, pra se viver é preciso primeiro falecer. Os vivos são governados pelos mortos. Que nada, os vivos são governados pelos mais vivos ainda. E no cemitério, devota alice, nós os ossos esperamos pelos vossos.