Julgamento de Dilma: idéologos das “pedaladas” saem chamuscados, por Tereza Cruvinel

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O primeiro dia do julgamento da presidente Dilma confirmou a natureza do processo: foi calculadamente fundado em acusações técnicas e vem sendo conduzido por um discurso que não permite à população entender de quê mesmo a presidente é acusada. Seus defensores, entretanto, conseguiram ontem uma vitória moral e política importante com a desqualificação das duas primeiras testemunhas de acusação. A primeira, o procurador de contas Julio Marcelo, autor da representação contra o governo em 2014, da qual originou-se o conceito de “pedaladas fiscais”, foi rebaixado à condição de informante, por conta de sua postura militante contra o governo Dilma, revelada em redes sociais. Já o auditor federal do TCU, Antonio Carlos Costa D’Ávila, confirmou, em resposta ao senador Randolfe Rodrigues, que auxiliou o procurador a elaborar sua representação, que depois gerou uma auditoria coordenada por ele mesmo. “Isso é estarrecedor. É como se o juiz auxiliasse o advogado a escrever a petição que irá julgar!”, resumiu o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo.

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O julgamento de Dilma – parte 6: A construção do crime

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No sexto capítulo do livro que trata do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira expõe as manobras para usar as leis existentes para enquadrar a presidente da República em “crime de responsabilidade”; ele conta a história a partir de dois personagens principais, bastante diferentes um do outro; o promotor público Júlio Marcelo de Oliveira, que atua junto ao TCU, e o senador do PSDB Antônio Anastasia, relator da comissão especial do impeachment

Por Raimundo Rodrigues Pereira* Continue lendo

A versão e o fato, Por Vanessa Grazziotin

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De uma coisa todos temos certeza, Dilma não está sendo afastada do governo por ter cometido qualquer crime de responsabilidade, mesmo porque os decretos e as tais pedaladas nem sequer podem ser tipificados como tal.

A verdadeira razão é política, aguçada por motivação ideológica e preconceito machista.

Querem destruir o legado de avanços políticos construído nos últimos 13 anos e mudar radicalmente o rumo da economia e da política; impedir que uma ideologia de centro-esquerda se viabilize como alternativa de poder e solapar a primeira mulher a presidir o Brasil, reforçando o estigma de que as mulheres devem ser apenas “belas, recatadas e do lar”.

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O julgamento de Dilma – parte 4: A metamorfose das pedaladas!

No quarto capítulo do livro sobre o julgamento da presidente Dilma Rousseff, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira demonstra como decretos do Plano Safra, absolutamente normais, se converteram em “pedaladas fiscais”, abrindo espaço para que a presidente Dilma Rousseff fosse afastada sem crime de responsabilidade

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Por Raimundo Rodrigues Pereira*

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MPF-DF pede para arquivar apuração sobre ‘pedaladas’

São Paulo - SP, 08/07/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia. Foto: Roberto Stucker Filho/PR

São Paulo – SP, 08/07/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia. Foto: Roberto Stucker Filho/PR

Em despacho enviado à Justiça Federal, em 14/03, o procurador da República Ivan Cláudio Marx que analisou atrasos da União no repasse de verbas a bancos públicos em seis casos, conclui não ter havido operações de crédito sem autorização legislativa, como aponta a representação do Tribunal de Contas da União e defende o Ministério Público do TCU. Continue lendo