A dança do empresariado local, do neotenentismo e do establishment político para 2018. O PT calcula e age

Por Alon Feuerwerker

 

O governo Dilma Rousseff foi removido quando viu convergir contra ele uma ampla coalizão das principais forças e blocos da economia e da política brasileiras. E o afastamento do PT, como era previsível, fez aguçarem as contradições no interior desse leque, o que está na base da perda de substância conjuntural do governo Michel Temer.

Mas Temer caminha para o apagar das luzes, e os interesses começam a buscar 2018. Para monitorar a eleição que vem, será útil acompanhar a dança dessas mesmas forças. Seu alinhamento ou desalinhamento influirá decisivamente na escolha dos personagens que estarão traduzindo eleitoralmente (“vote em fulano”) as opções de coalizão. Continue lendo

Privatização do petróleo: a França joga com marketing enquanto explora suas neocolônias

por Roberto Moraes* | Blog do Roberto Moraes

 

O hipercapitalismo pelo mundo, em meio aos discursos fragmentados e pós-modernos, segue cartilha muito próxima do período da colonização. Assim, a França quer parecer moderna e preocupada com o meio ambiente. Por isso, no início de julho, o governo francês anunciou que 2040 quer acabar com a venda de carros movido a diesel e gasolina.

No mês passado, a agência Reuters divulgou que a França também planeja acabar com toda a exploração e produção de petróleo em seu território e domínios ultramarinos.

Parece modernidade, mas também cheira a marketing bem ao nível da turma do seu presidente Macron. Porque eliminar produção em terras francesas não quer dizer muita coisa. Ou melhor; não quer dizer quase nada. Continue lendo

Leilão do pré-sal agride a soberania nacional

 

A festa das multinacionais petroleiras no Brasil será regada a petróleo muito mais barato que uma garrafa de refrigerante, denuncia o coordenador da(FUP), José Maria Rangel. O petróleo das áreas do pré-sal que vão a leilão nesta sexta-feira (27) vai custar uma bagatela: cada barril de 159 litros sairá por R$ 150,00, diz a denúncia.

Esta é a imagem mais visível do entreguismo do governo usurpador de Michel Temer e da direção antinacional da Petrobrás, sob o comando do capacho das petroleiras, Pedro Parente. Continue lendo

FRENTE DA SOBERANIA SE INSURGE CONTRA PRIVATIZAÇÃO DO PRÉ-SAL

O Governo Temer realizará na sexta feira 27/10 o leilão do Pré-Sal com bilhões de barris oferecidos às multinacionais petrolíferas a preço vil. Articulado a isso, lançou a medida provisória 795 que isenta do pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o  Lucro sobre exploração de petróleo pelas empresas estrangeiras.

Contra essas iniciativas, a Frente Parlamentar Mista pela Soberania Nacional lançou neste 25 de outubro de 2017 um manifesto e convocará o povo brasileiro a resistir à predação das nossas reservas de petróleo e gás que estão sendo pilhadas como se fossem presa de guerra.

Reunidos no Senado, membros da Frente –  Senador Roberto Requião, Senadora Vanessa Grazziotin, Deputado Patrus Ananias, Senador Humberto Costa, Senadora Lídice da Mata, Senador Lindbergh Farias, Senadora Geisi Hoffmann, Deputado Carlos Zarattini, dentre outros, articulam uma estratégia de enfrentamento a mais essa ameaça à soberania nacional. Um ponto já definido é a proposta de um “referendo revogatório” para, já nas próximas eleições, submeter ao povo a decisão de anular todas as medidas entreguistas e contra o interesse nacional estabelecidas pelo Governo Temer com apoio de vendilhões da Pátria de fora e de dentro do Congresso.

Veja a íntegra do Manifesto:

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Modelo de leilões do pré-sal prejudica arrecadação, diz estudo da Câmara

 

Estudo elaborado pela consultoria da Câmara dos Deputados aponta que as condições econômicas dos dois leilões do pré-sal que serão realizados na sexta-feira (27) são desfavoráveis ao governo federal, do ponto de vista da arrecadação.

No estudo, os consultores Paulo César Ribeiro Lima e Pedro Garrido da Costa Lima afirmam que “são muito baixos” os bônus de assinatura e os percentuais mínimos de petróleo que devem ser entregues ao governo pelos vencedores das licitações. Continue lendo