Além das aparências: A crise e a resistência persistem

Um copo com água pela metade pode estar meio vazio ou meio cheio, depende da perspectiva do observador. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2017 cresceu 0,2% na comparação com o primeiro trimestre. Em termos práticos, a variação não significa nada. Do ponto de vista estatístico/comparativo, revela que a atividade econômica parou de cair e deu leve sinal de recuperação.

Mas essa não é a única maneira de se ver o ‘copo’. Se a comparação for feita entre os últimos 12 meses (de julho de 2016 a junho de 2017) a 12 meses anteriores (de julho de 2015 a junho de 2016), o PIB apresenta queda de 1,4%. Outro ponto de vista utilizado é a comparação entre o primeiro semestre de 2017 com o mesmo período de 2016: nessa comparação, o PIB não sofreu variação (0,00%). Continue lendo

Manifesto em defesa da Indústria Nacional.

O Brasil vive uma situação crítica, com uma economia enferma e uma avalanche de perdas de direitos. O desemprego atinge níveis assustadores. A indústria definha, emparedada por uma política macroeconômica que só beneficia o mercado financeiro rentista nacional e internacional. Que indústria resistirá num contexto em que o retorno do investimento produtivo é inferior aos rendimentos em títulos da dívida pública?

O processo de desindustrialização, uma realidade enfrentada pelo país há décadas, foi substancialmente agravado após o golpe parlamentar que depôs a presidenta Dilma Rousseff.  A indústria de transformação, que já respondeu por quase 30% do PIB – ao final de gigantesco esforço desenvolvimentista empreendido pelo Brasil no século XX -, cai a menos de um digito do total da riqueza nacional. Continue lendo

Para sobreviver, Temer aposta na ‘retomada’ da economia. Mas… que retomada? (por Tiago Pereira)

Dados comemorados pelo governo e por parte da mídia tradicional são frágeis e apontam para “longo caminho” até superação da crise, dizem economistas. Mercado comemora projeto concentrador e excludente

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