Os interiores de Guimarães Rosa: a sabedoria popular nas estórias do escritor mineiro

Há 50 anos nos despedíamos do escritor que narrou o sertão no realismo mágico de suas palavras inventadas.

Conhecedor de 13 línguas, Guimarães rodeou o mundo como diplomata, mas sempre acompanhado do caderninho dele / Divulgação.

 “João era fabulista, fabuloso, fábula? Sertão místico disparando no exílio da linguagem comum? (…) Por que João sorria se lhe perguntavam que mistério é esse? E propondo desenhos figurava menos a resposta que outra questão ao perguntante? (…) Ficamos sem saber o que era João e se João existiu de se pegar” Continue lendo

A poesia de cientista político e historiador

16_07_14_sorrentino_monizbandeira

por João Eurico Matta*

Luiz Alberto Moniz Bandeira, baiano, consagrou-se como autor de mais de vinte obras, entre as quais o monumental estudo O Feudo – A Casa da Torre de Garcia d’Ávila: da conquista dos sertões à independência do Brasil. Mas aqui desejo enfatizar que ele, meu amigo de infância desde os cinco anos (somos nascidos em 1935), primeiramente se orientou para a poesia. Continue lendo

Moniz Bandeira 80 anos: História, sociedade e poesia

moniz-bandeira

Todo estudante de história ou militante de esquerda já ouviu falar em Moniz Bandeira. Quando o debate é sobre o Imperialismo norte-americano e suas caracterizações é obrigatório recorrer ao historiador. Recentemente destacamos aqui no BLOG DO SORRENTINO o belíssimo trabalho de Moniz no livro “O Ano Vermelho” que trata dos impactos da Revolução Russa no Brasil. Isso se deu em decorrência da homenagem prestada recentemente pela União Brasileira de Escritores (UBE) alusiva aos 80 anos de nascimento do intelectual baiano. Nesta ocasião, foi possível uma imersão na obra de Moniz Bandeira a partir do debate de obras como o já citado “Ano Vermelho”, mas também de “Formação do Império Americano”, “Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul) ”, “A expansão do Brasil e a formação dos Estados na Bacia do Prata”, “A Segunda Guerra Fria, geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos”, entre outros. Continue lendo

O mais belo autógrafo de Fernando Pessoa

fernando_pessoa-603x336

Um poema do escritor português é descoberto na última página do diário de um intelectual

Por Javier Martín

Lisboa

O escritor Fernando Pessoa.

No baú de Fernando Pessoa não cabe tudo de Fernando Pessoa. Um poema escrito em 1918, quando o escritor tinha 30 anos, foi descoberto no Brasil, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Como muitas vezes acontece com as histórias do escritor, o breve poema interessa mais por suas circunstâncias do que pelo texto literário, já publicado, embora em uma versão, como pode ser verificado agora, menos definida.

O advogado brasileiro José Paulo Cavalcanti, maior colecionador de objetos e textos de Pessoa, recebeu de um antiquário uma oferta com um diário de viagens que, em sua última página, incluía um poema de Pessoa. Cavalcanti, autor de Fernando Pessoa, Uma Quase Autobiografia (Editora Record, 2011), o adquiriu para sua coleção sem avaliar a transcendência do poema e se a letra era ou não do genial escritor. Continue lendo