Em entrevista, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães pontua consequências geopolíticas da Lava Jato (por Sérgio Lírio)

Guimarães comenta a seguir a passagem do tucano José Serra pelo ministério das Relações Exteriores, a perda de relevância do País na geopolítica e a ascensão de políticos como Donald Trump e Marine Le Pen. “Vivemos, no momento atual, a desconstrução do projeto que se inicia em 1930 de construção de uma economia moderna capitalista industrial, soberana, e menos desigual. Procuram as classes hegemônicas tradicionais finalizar a tarefa que iniciaram em 1990, e que se interrompeu em 2003, com a vitória do Presidente Lula nas eleições.”

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Temer deve afundar ainda mais o Itamaraty com Aloysio Nunes (por Brasil247)

Depois do fiasco da gestão de José Serra no Itamaraty, que conseguiu fazer o Brasil brigar com vários vizinhos, sem conseguir sequer o respeito dos Estados Unidos, Michel Temer deve afundar ainda mais a política externa, indicando o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) para o seu lugar, de acordo com a agência Reuters; ainda mais agressivo do que Serra, Aloysio pode ter vida curta no Itamaraty, caso seja mesmo indicado, uma vez que também está nas delações das empreiteiras, como Odebrecht e Camargo Corrêa; pela primeira vez na história, Brasil pode ter um pitbull no comando da diplomacia.

247 – Depois do fiasco da gestão de José Serra no Itamaraty, que conseguiu fazer o Brasil brigar com vários vizinhos, sem conseguir sequer o respeito dos Estados Unidos, Michel Temer deve afundar ainda mais a política externa, indicando o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) para o seu lugar, de acordo com a agência Reuters.

Ainda mais agressivo do que Serra, Aloysio pode ter vida curta no Itamaraty, caso seja mesmo indicado, uma vez que também está nas delações das empreiteiras, como Odebrecht e Camargo Corrêa.

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Eleições nos EUA (com base em matéria de Fania Rodrigues do Brasil de Fato)

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Neste  8 de novembro, os cidadãos dos Estados Unidos vão decidir quem será seu próximo presidente. Como essa é uma decisão que não afeta apenas os norte-americanos, o mundo inteiro está de olho. Na liderança das pesquisas de intenção de votos está a candidata Hillary Clinton, do partido Democrata, o mesmo do atual presidente Barack Obama. Continue lendo

Grandes temas em debate

Esta eleição presidencial não deu ainda o devido valor à política externa brasileira. O Brasil se tornou ator relevante em matéria internacional e os caminhos de inserção soberana ou subordinada no mundo faz parte do projeto que está em debate.

“Num segundo turno um tema não poderá deixar de comparecer: o da inserção soberana do Brasil no mundo. É um prato cheio para demarcar campos, conforme já vai ficando claro nos movimentos de Marina e é clássico para Aécio.”

Há quem imagine ter havido grandes revoluções na dinâmica da disputa presidencial, mas o fato é que as curvas das pesquisas se mantiveram notavelmente estáveis após a subida de Marina em fins de agosto, com a morte de Eduardo Campos. Depois disso, foram oscilações, com Dilma retomando favoritismo aberto.

 

Há também quem imagine uma campanha simplesmente despolitizada. Não é o que parece. A circunstância é que a mídia monopolista fora tão longe em sua pregação odienta anti-Dilma, que boa parte do eleitorado se amoitou para refletir sobre o voto, e não dar as caras; e ela própria, a mídia é que alimenta essa aparente despolitização.

 

Mas, ao contrário de pasmaceira, a disputa promovida por Dilma se encarregou de trazer à tona temas fundamentais para o debate, como os do Banco Central e seu caráter, do pré-Sal, dos direitos trabalhistas, da CPMF, visando desvelar quem é Marina, seu despreparo e compromissos contraditórios. A isso se convencionou chamar “campanha de ataques”.

 

Não foi isso e foi muito mais que isso. Ninguém na mídia quis ver na pregação de Dilma duas medidas estratégicas, corajosas e arrojadas: a reforma política, mediante plebiscito, e a regulação econômica da mídia. Foi mais longe ainda: propôs novo patamar de enfrentamento da corrupção, atacar a impunidade, criminalizar caixa 2 e defender o aparato de Estado (que acomete todo o mundo). Fortalecida num segundo mandato, o quarto do ciclo popular, de fato tais propostas soam como extremamente avançadas.

 

Além disso, Dilma mantém seu compromisso com o desenvolvimento e crescimento econômico. Fala em investimentos e infraestrutura adequada. Fala em ciência, tecnologia e inovação como bases para maior produtividade. Não esconde que isso precisa ser feito com plena soberania e direitos, para manter emprego e renda, perseguir o fim da miséria no país.

 

Isso tudo ao lado da questão da educação como passaporte para o futuro, investimentos em mobilidade urbana e enfrentar a questão da saúde. Os recursos do pré-sal são fundamentais para isso. E uma coisa mais, insuficientemente valorizada, mas que julgo sinal dos avanços de uma nação moderna: o plano de Banda Larga integrando o território nacional.

 

Dilma conhece o rumo e tem os trilhos estabelecidos, teve o que apresentar e a população passou a tomar conhecimento maior desse percurso.

 

Digo que num segundo turno um tema não poderá deixar de comparecer: o da inserção soberana do Brasil no mundo. É um prato cheio para demarcar campos, conforme já vai ficando claro nos movimentos de Marina e é clássico para Aécio.

 

O tema é extenso, mas a base é a de sempre para o conservadorismo: retomar relações estratégicas com EUA, avançar acordos de livre comércio, taxar de ideologização e partidarismo qualquer visão autonomista e soberana de política externa independente. E ajoelhar-se no milho para arrochar o tripé macroeconômico. O fato é que Marina se inclinou também nesse terreno ao main stream dominante, com algum fervor de convertida. Tratei desse tema nessa postagem:
As próximas contendas com Marina

 

Uma análise do discurso de Marina e Aécio foi elaborada pelo Foro de São Paulo, muito útil, disponível em http://brasilnomundo.org.br/analises-e-opiniao/as-propostas-para-a-politica-externa-brasileira-segundo-os-candidatos-de-oposicao/#.VCiFbktXsao