Não é hora de fugir da luta. Por Paulo Moreira Leite

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Por Paulo Moreira Leite, do Blog Brasil247

A confissão de Rose de Freitas de que as pedaladas fiscais não passaram de um pretexto para afastar Dilma Rousseff e empossar o governo provisório de seu patrão Michel Temer ajudou a reforçar a certeza de que o país está diante de um golpe parlamentar e comoveu vozes que até agora nada enxergavam de errado. “Há golpe”, reagiu o colunista Elio Gaspari.

Até agora, contudo, não há sinais de que uma notícia dessa importância tenha sido capaz de alterar o placar de votos do Senado que, lá pelo meio de agosto, irá resolver o destino de Dilma e, no mesma votação, definir a solidez das instituições democráticas erguidas pela Constituição de 1988. Essa conjuntura particular obriga reconhecer que o risco de a democracia brasileira —   que serviu a mais de 100 milhões de eleitores em outubro de 2014 —  ser conduzida como uma boiada para o matadouro, é muito maior do que se gostaria de imaginar. Continue lendo

O grande golpe depois da curva e a derrocada da democracia

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por Mauro Santayana

O processo contra Dilma é apenas um passo na direção de um golpe maior dos inimigos da democracia e da liberdade, que tentam promover a chegada do fascismo aos cargos mais altos da República

Cunha e João Roberto Marinho, da Globo: o processo de impeachment é um golpe jurídico-midiático, mas ele representa apenas um passo, mais uma etapa, para a deflagração de um golpe maior contra a Nação, que levará à derrocada da democracia no Brasil Continue lendo

Reflexões sobre o governo Dilma a propósito do encontro de Campinas

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Por Nilson Lage

O cineasta soviético Vsevolod Pudovkin dizia sobre seu contemporâneo Serge Eisenstein, diretor de “O Encouraçado Potemkin”, que ele usava as técnicas de montagem para “fazer pedrear as pedras”.

Isso me veio à cabeça ontem (09/06) ao ouvir o breve discurso de Dilma Rousseff a um grupo de convidados ao almoço em que foi homenageada na casa do Professor Rogério Cezar Cerqueira Leite, em Campinas.

Pessoa dramática de uma tragédia-farsa política, ela se empenha para mostrar ao mundo que o que lhe fizeram é uma perfídia. Embora mantendo, por dever, a esperança de retornar à presidência pela reversão das expectativas de voto no Senado, suas entrevistas à imprensa estrangeira e denúncias a auditórios locais objetivam expor o caráter antidemocrático e ilegítimo do golpe que a afastou. Continue lendo

Golpes dentro do golpe

 

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Por Walter Sorrentino

Quando perguntarem “porque tiraram Dilma”, você vai falar em golpe. Mas não esqueça da sequência do golpe. Lá atrás, em 2011-12, a “agenda da faxina” para encurralar a presidenta. Depois, o golpe da Globo e associados, conclamando a jornada de junho de 2013, alimentando o ódio e voltando-a contra a presidenta (lembra na abertura da Copa?). Não esqueça também março de 2014, quando nasce a obscura Lava Jato, manipulada sem tréguas contra o governo e os sucessivos golpes dados com precisão científica. E o golpe na Câmara, de Eduardo Cunha, que levou àquela cena inesquecível da votação em plenário dia 17 de abril… Finalmente, adentrando a matéria no Senado, o STF avisa aos navegantes que não apreciará mérito das acusações – não há a quem recorrer em defesa da Constituição. Continue lendo