Fundamentos do urgente Projeto Nacional Brasileiro, por Roberto Requião

O senador Roberto Requião dá uma enorme contribuição ao debate crítico necessário hoje no Brasil sobre Um Projeto Nacional. Entre muitos outros méritos ao suscitar a reflexão crítica, está o de apresentar uma visão sistêmica própria para o tema.

O Projeto Nacional de Desenvolvimento deve estar no centro da reflexão das forças progressistas, patrióticas e democráticas para tirar o país da crise e oferecer novas esperanças para o povo brasileiro e para a afirmação nacional. Sem ele, as formulações de fazem parciais, segmentadas ou mesmo fragmentadas, levam a estratégias imprecisas ou falhas para levar o Brasil a novos patamares civilizatórios.

Parabéns ao Senador, o debate mais uma vez fica enriquecido.

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Resenha de “Anos que vivemos em perigo: a crise brasileira”, por Durval Noronha Goyos Jr.

Contei ontem com a grata presença de amigos e amigas no lançamento do livro  “Anos que vivemos em perigo: a crise brasileira”. Marcou-me muito, em especial, a de Durval Noronha Goyos Jr – que me brindou com uma resenha do livro – e de Ricardo Ramos Filho, presidente e vice-presidente da União Brasileira de Escritores.

Resenha de “Anos que vivemos em perigo: a crise brasileira”, de Walter Sorrentino.

Por Durval de Noronha Goyos Junior

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Xadrez da construção de um projeto nacional (por Luis Nassif)

Peça 1 – os grupos que procuram projetos alternativos

Há uma certa dissintonia entre os diversos grupos dito progressistas, na hora de definir o que seria um projeto alternativo de país. Lembra um pouco a fábula dos 7 cegos e o elefante, cada qual apalpando um pedaço do bicho e julgando que seu formato correspondesse ao pedaço alisado.

Falta ainda uma visão mais sistêmica sobre o significado de um projeto para o país, algo que junte todas as pontas dentro da melhor arquitetura social e econômica.

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Movimentos sociais vivem dilemas na luta contra o neoliberalismo (por Walter Sorrentino)

Na 2ª conferência nacional da Frente Brasil Popular eu indagava a quem serviu precisamente as demarcações produzidas no âmbito do Fórum Social Mundial entre movimentos sociais, partidos políticos e ONGs. Travava-se ali uma disputa de hegemonia que ficou à margem com as vitórias progressistas no Brasil e grande parte da América do Sul.

Emir Sader vai ao ponto nesse tema, neste pequeno artigo. Continue lendo

Brics – Novo Banco de Desenvolvimento (por Paulo Nogueira Batista Jr.)

O artigo é de agosto de 2016, mas permanece atual. Paulo Nogueira Batista Jr, economista vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), estabelecido pelos Brics (sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na cidade chinesa de Xangai. Foi publicado na Revista do Instituto de Estudos Avançados da USP.

Estudos Avançados – Como surgiu a ideia da constituição do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e qual foi o país que comandou o processo de criação?

A ideia partiu da Índia. Foi lançada na cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no início de 2012, em Nova Déli. Naquela ocasião, os líderes dos cinco países pediram a seus ministros de Finanças que examinassem a viabilidade de criar um novo banco de desenvolvimento para financiar infraestrutura e desenvolvimento sustentável. As negociações transcorreram por pouco mais de dois anos até a assinatura do Convênio Constitutivo na cúpula dos Brics em Fortaleza, em julho de 2014. Não se pode dizer que um país tenha comandado o processo de negociação. Os cinco participaram com igual presença e dedicação. Até o início de 2013, a Rússia ainda era mais relutante do que os outros, mas depois se engajou plenamente.

Estudos Avançados – Qual é o papel geopolítico do NBD ao ser constituído apenas por países emergentes? É um banco político? Como se insere na lógica geopolítica e de relação hegemônica global atual?

É primeira vez que um banco de desenvolvimento de alcance global é estabelecido apenas por países de economia emergente, sem a participação de países desenvolvidos na fase inicial. Trata-se, portanto, de um grande desafio para nós. A iniciativa de criar o NBD tem um aspecto geopolítico, sem dúvida. Reflete a insatisfação dos Brics com as instituições multilaterais existentes, que demoram a se adaptar ao século XXI e a dar suficiente poder decisório aos países em desenvolvimento. Mas o NBD não é um banco político. O banco se pautará por critérios técnicos para aprovar projetos. O nosso Convênio Constitutivo deixa esse ponto claro. Queremos evitar a excessiva politização das decisões que se observam nas instituições multilaterais existentes.

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