Política econômica dos anos 1990 não garante crescimento, por Laura Carvalho

Em quatro artigos publicados na Revista Piauí, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o diretor do Insper Marcos Lisboa debateram, entre outros temas, os erros e acertos da política econômica nas últimas décadas.

http://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/

http://piaui.folha.uol.com.br/materia/outra-historia/

http://piaui.folha.uol.com.br/materia/desilusoes-liberais/

http://piaui.folha.uol.com.br/materia/de-crise-em-crise/

 

O debate tem inúmeros méritos: além da elegância e qualidade de ambas as argumentações, aprofundar-se no papel das políticas dos governos FHC, Lula e Dilma para o crescimento mais acelerado da economia brasileira nos anos 2000 –e para a crise que ainda estamos vivendo– é de alta relevância para o desenho de caminhos futuros. Continue lendo

Ipsos: Alckmin é o presidenciável mais mal avaliado e rejeição de Doria sobe (do Valor)

Pesquisa do instituto Ipsos recém divulgada não traz boas notícias para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Entre os presidenciáveis assumidos e os nomes publicamente cotados para 2018, o tucano pode ser considerado o campeão absoluto em desaprovação. Conforme o levantamento, feito entre os dias 1º e 14 de setembro, 75% dos brasileiros desaprovam a forma como Alckmin vem atuando. Avaliações positivas somam 13%.

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Após o golpe, “PSDB morreu, não é mais um partido”, diz Giannotti (por Dayane Santos)

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A lógica adversativa da Lava Jato (por Guilherme Scalzilli)

O viés político está para a Cruzada Anticorrupção como o rateio desigual de verbas para os campeonatos futebolísticos de pontos corridos. Não são defeitos, e sim condições para a existência dos respectivos sistemas. Suas fórmulas pretensamente igualitárias servem apenas para legitimar os vícios inevitáveis das combinações.

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Um energúmeno na encruzilhada da República (por Luciano Siqueira)

Analistas de variadas tendências têm a percepção comum de que Michel Temer se converteu no ponto nodal de duas tendências possíveis no desenrolar da crise: o avanço da regressão neoliberal ou a sua interrupção.
Com Temer – mesmo enlameado, acossado pela PGR e execrado pela opinião pública, um energúmeno -, as reformas trabalhista e previdenciária têm chances de se consumarem. Elas são a ponta de lança do redirecionamento neoliberal da economia.

É que a duras penas e sob risco de desmoralização das principais siglas que o apoiam – PMDB, PSDB e DEM -, Temer sabe usar e usa a caneta presidencial para manobrar com cargos e benesses e, assim, manter a maioria parlamentar que o sustenta.

Justo a maioria de deputados e senadores necessária para impor ao povo brasileiros as reformas antipopulares.

Sem Temer, mesmo que seu substituto eventual reafirme os compromissos com o Mercado e toque o trem das reformas, muita gente pode desembarcar dos vários vagões e essa maioria se dissipar.

Ou até, quem sabe, à beira do caos institucional, quem substitua Temer, em caso de sua derrocada, venha a assumir o compromisso de empurrar as tais reformas para o crivo popular no pleito de 2018, suspendendo agora sua tramitação, como pedra de toque de um pacto com as forças oposicionistas.
Isto no pressuposto de que o presidente ilegítimo não suporte a avalanche de denúncias contra si e seu núcleo palaciano.

Também há a hipótese de que, em meio à instabilidade total, algum entendimento possa se viabilizar entre as forças que hoje se colocam em polos opostos.

São apenas hipóteses, contudo.

Pois a esta altura do campeonato, o governo moribundo e na UTI ainda conta com os aparelhos ligados pelo Mercado e pela coalizão neoliberal. Conserva a maioria no Congresso.

E na outra ponta, se é crescente a insatisfação na imensa maioria da população, esta ainda não ganhou a dimensão de um clamor, nem atingiu temperatura mais elevada nas ruas.

Demais, também do lado de cá da porfia cumpre seguir o debate e a busca de convergência em torno de uma plataforma de unidade, cujo vértice há de ser a defesa da soberania do país e do Estado nacional, associada à defesa de conquistas e direitos e da democracia.

E considerar múltiplas hipóteses de desdobramento da situação, resguardadas as bandeiras fundamentais que empunha.

 

Luciano Siqueira é médico, vice-prefeito do Recife, membro do Comitê Central do PCdoB