Max Altman, in memorian

Morreu um homem de bem e de lutas: Max Altman. Meu respeito e admiração por ele sempre foram muito grandes.

maxAqui vai a mensagem do seu filho, Breno Altman:

“MORREU MAX ALTMAN, MEU PAI

Nessa segunda-feira, dia 19 de dezembro, às 21h15, faleceu um militante internacionalista de toda a vida. Um homem que dedicou sua existência à luta pelo socialismo, à revolução proletária e à solidariedade anti-imperialista.

Aos onze anos, filho de um revolucionário polonês de origem judaica, integrou-se ao Partido Comunista, com o qual romperia em 1984, para se juntar ao Partido dos Trabalhadores.

Advogado, editor e jornalista, forjou sua biografia com destemor. De rara cultura e hábitos simples, teve um só lado desde muito jovem: o do movimento de libertação dos trabalhadores.

Era um filho da revolução de outubro. Da resistência contra a ditadura à defesa dos governos petistas, sempre esteve nas primeiras fileiras de combate.

Não hesitou jamais na oposição aberta ao sionismo, na solidariedade incondicional com a revolução cubana e no apoio incansável aos governos progressistas da América Latina, particularmente à revolução venezuelana.

Foi um grande pai, meu e de meus irmãos, Fabio Altman e Rogerio Altman.

Um avô terno e atencioso para nossos filhos, seus netos.

Um companheiro dedicado às duas mulheres que amou, minha mãe Raquel e sua esposa atual, Liria Pereira.

Um camarada de seus camaradas.

Nunca esqueceremos os valores que sempre nos ensinou e a todos que nos cercavam: a valentia, a lealdade, a coerência, a honestidade, a abnegação, o compromisso com o conhecimento e o trabalho, a dedicação ilimitada à luta dos povos.

Há um mês foi diagnosticado com tumor cerebral, do tipo mais agressivo, dez anos depois de ter se curado de uma leucemia.

Morreu aos 79 anos, ao som de Les Amants de Paris, cantada por Edith Piaf, assistido por minha companheira, Flávia Toscano, que testemunhou o último suspiro desse homem inesquecível.

Seu velório será aberto às 15h dessa terça-feira, dia 20 de dezembro, e ocorrerá na Casa do Povo (rua Três Rios 252, Bom Retiro, São Paulo, perto da estação Tiradentes do metrô).

Às 19h30, no mesmo local, haverá homenagem de seus amigos e camaradas, como corresponde à boa e velha tradição comunista.

Às 21h30 seu corpo será trasladado para o Cemitério de Vila Alpina, onde será cremado.

Suas cinzas, conforme seu desejo expresso, serão jogadas sobre a mureta do Malecón, em Havana, capital da Cuba socialista.”

Bastidores de cassação do PT revela maioria do TSE para absolver Temer (GGN)

Mais uma boa e importante matéria no GGN-Nassif, por Patricia Faermann. Na última pauta agendada para esta terça (ontem), TSE discute relatoria da investigação que pode cassar PT, mas o que está por trás das aparências é muito maior.

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Jornal GGN – Está marcada para esta terça-feira (22) a decisão sobre quem será o relator da investigação das contas de campanha do PT pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado pode ser determinante para os caminhos da ação de cassação contra a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer. No andamento das duas ações, o GGN traz a previsão de que Temer já garante a maioria da Corte para se ver livre da perda de mandato.

A iniciativa da ação que será discutida hoje partiu do presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, em agosto deste ano. No dia 5 daquele mês, o ministro encaminhou à Corregedoria-Geral eleitoral um pedido de abertura de representação contra o PT, com base nas informações em andamento de delatores da Operação Lava Jato, nas investigações tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilmar considerou que havia indícios de que o PT recebeu dinheiro desviado de contratos da Petrobras, pelo menos desde 2012 a 2014. Apesar de as contas de 2014 do partido terem sido aprovadas pelo TSE, justificou-se no artigo 35 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), para pedir o reexame das contas. Continue lendo

Esquerdas: dos escombros à reconstrução? (por Aldo Fornazieri)

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As eleições municipais – primeiro e segundo turno – tiveram o efeito de uma bomba termobárica sobre o PT em particular e sobre a esquerda em geral. Com os resultados, as estruturas institucionais de poder foram drasticamente reduzidas. Isto importa perda de capacidade de articulação, de mobilização e de interação política e social. No segundo turno, a derrota do PT foi ampliada: não venceu em nenhuma prefeitura que disputou e do chamado cinturão vermelho da Grande São Paulo não sobrou nada. Em que pese as boas votações no Rio de Janeiro e em Belém, o PSol não consegui se viabilizar como a alternativa de esquerda que imaginava ser. Continue lendo

Reflexões para debate interno, por Zilah Branco

O Brasil persiste na sua feição colonizada e oligárquica: os colonizadores variam e disputam o controle da produção brasileira entre si, as oligarquias submissas ao controle externo organizam empresas e lucros, a população anseia por um emprego remunerado e copia o comportamento da burguesia como objetivo de melhoria de nível de vida. Absorvemos os ensinamentos universitários dos países desenvolvidos, procuramos exemplos revolucionários externos, aplicando as fórmulas sem conhecer a realidade brasileira. Não elaboramos um programa nacional de desenvolvimento a partir das riquezas e contingências brasileiras, menos ainda da capacidade do povo reconstruir a sociedade.

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Eleições 2016: Conservadorismo, fragmentação partidária e recusa à política

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Matéria publicada no Vermelho, em 3 de outubro de 2016

Para o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, apesar de que ainda haverá 2º turno em 55 cidades, os resultados políticos atestam desde já o reflexo da onda golpista no país, com clara inclinação conservadora na sociedade e no mundo político. “Ao mesmo tempo, de certo modo, revelam a polarização que marca a sociedade, seja pela resistência ao golpe – cujas forças não são pequenas, embora tenham se dividido -, seja pelo lado da crise de representação, com a fragmentação do sistema partidário e recusa à política”.

Ele destaca que houve maior pulverização de legendas que alcançaram posições em governos municipais. Neste pleito, 31 partidos elegeram prefeitos; em 2012, foram 26. “Mas nas cidades que ainda completarão a segunda volta, fica mais expressiva a fragmentação – serão 8 candidatos do PSDB, 6 do PMDB, 3 cada do PSB e PSD, 2 cada PSOL, PR, PDT e PMN, 1 cada PCdoB, PHS, SD, PRB, PHA, PPS, PT, REDE, PTB e PP”.

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