“Estamos vendo o fim da classe média assalariada brasileira”, diz Marcio Pochmann (por Marco Weissheimer)

Marcio Pochmann: “O que eu vejo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O Brasil que está saindo do atual período de recessão é um país praticamente sem uma burguesia industrial, limitado a uma burguesia comercial que compra e vende produtos, papeis ou ativos públicos e privados, com uma classe trabalhadora em situação muito precária, buscando sobreviver e uma classe média assalariada que está desaparecendo. A reforma trabalhista e a terceirização vão corroer os empregos assalariados intermediários nas grandes empresas privadas e no setor público. O que está emergindo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida. A avaliação é do economista Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (18), participando de uma homenagem a Marco Aurélio Garcia e de um debate sobre “O Capital”, organizado pela Fundação Maurício Grabois.

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Para Belluzzo e Delfim, política de ajuste de Temer é insana e Brasil voltou a ser colônia (por Eduardo Maretti)

Em debate na USP, economistas avaliam conjuntura econômica do país, consideram “péssimas” as perspectivas da indústria nacional e “grave” a falta de políticas de investimento, sem as quais afirmam que o crescimento não voltará

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O teto de gasto, os serviços e os servidores públicos (por Antônio Augusto de Queiroz)

O novo regime fiscal, nos termos propostos, caracterizado pela transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, poderá levar à falência do Estado no provimento de bens, programas sociais e na prestação de serviços, como podemos constar a partir da análise da Emenda Constitucional (EC), que o instituiu.

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A Doença da Privatização (por Aristóteles Cardona Júnior)

Quem é mais novo talvez nem tenha vivido isso. Mas o povo mais velho deve se lembrar da crise que vivemos no pais na década de 1990. É possível inclusive comparar este período como uma dolorosa e demorada doença que se abateu sobre o nosso país. Recessão, salários baixos, desemprego são como sintomas desta doença que fizeram feridas. E estas feridas, apesar de cicatrizadas, não deixaram de marcar o corpo e os sentimentos da população que viveu aquilo naquele período. Que sentiu na pele os sinais e sintomas desta doença chamada neoliberalismo.

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