A luta pela soberania nacional nos 195 anos da Independência (por José Carlos Ruy)

O “grito do Ipiranga”, que ocorreu em 7 de setembro, há 195 anos, foi um ponto alto no processo histórico, que já durava algumas décadas, da de emancipação política do Brasil. Processo marcado por acontecimentos importantes, como a transferência da Família Real para o Rio de Janeiro (1808), a Revolução Pernambucana (1817) e a Revolução Liberal em Portugal (1820) e que, ao contrário da versão amplamente dominante, não foi pacífico mas concluído com confrontos militares intensos (na Bahia, Pará, Maranhão e Piauí) e forte rebelião popular.

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Um energúmeno na encruzilhada da República (por Luciano Siqueira)

Analistas de variadas tendências têm a percepção comum de que Michel Temer se converteu no ponto nodal de duas tendências possíveis no desenrolar da crise: o avanço da regressão neoliberal ou a sua interrupção.
Com Temer – mesmo enlameado, acossado pela PGR e execrado pela opinião pública, um energúmeno -, as reformas trabalhista e previdenciária têm chances de se consumarem. Elas são a ponta de lança do redirecionamento neoliberal da economia.

É que a duras penas e sob risco de desmoralização das principais siglas que o apoiam – PMDB, PSDB e DEM -, Temer sabe usar e usa a caneta presidencial para manobrar com cargos e benesses e, assim, manter a maioria parlamentar que o sustenta.

Justo a maioria de deputados e senadores necessária para impor ao povo brasileiros as reformas antipopulares.

Sem Temer, mesmo que seu substituto eventual reafirme os compromissos com o Mercado e toque o trem das reformas, muita gente pode desembarcar dos vários vagões e essa maioria se dissipar.

Ou até, quem sabe, à beira do caos institucional, quem substitua Temer, em caso de sua derrocada, venha a assumir o compromisso de empurrar as tais reformas para o crivo popular no pleito de 2018, suspendendo agora sua tramitação, como pedra de toque de um pacto com as forças oposicionistas.
Isto no pressuposto de que o presidente ilegítimo não suporte a avalanche de denúncias contra si e seu núcleo palaciano.

Também há a hipótese de que, em meio à instabilidade total, algum entendimento possa se viabilizar entre as forças que hoje se colocam em polos opostos.

São apenas hipóteses, contudo.

Pois a esta altura do campeonato, o governo moribundo e na UTI ainda conta com os aparelhos ligados pelo Mercado e pela coalizão neoliberal. Conserva a maioria no Congresso.

E na outra ponta, se é crescente a insatisfação na imensa maioria da população, esta ainda não ganhou a dimensão de um clamor, nem atingiu temperatura mais elevada nas ruas.

Demais, também do lado de cá da porfia cumpre seguir o debate e a busca de convergência em torno de uma plataforma de unidade, cujo vértice há de ser a defesa da soberania do país e do Estado nacional, associada à defesa de conquistas e direitos e da democracia.

E considerar múltiplas hipóteses de desdobramento da situação, resguardadas as bandeiras fundamentais que empunha.

 

Luciano Siqueira é médico, vice-prefeito do Recife, membro do Comitê Central do PCdoB

Fim do Foro privilegiado e do abuso de autoridade: o Brasil a dois passos de uma verdadeira República (por Roberto Requião)

A Constituição de 88 é uma Constituição Republicana. Res publica significa “coisa pública”, do povo, um Estado que é de todos os cidadãos.

Nossa Constituição Republicana previu para algumas categorias de funcionários públicos e parlamentares privilégios imperiais, o tal do foro privilegiado.

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A República inaugurada em 1988 está de joelhos (por Roberto Amaral)

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A crise institucional está instalada, e o País à beira do caos. Crise alimentada por um STF irresponsável, um Congresso sem representatividade e impopular, e a presidência da República chefiada por um presidente ilegítimo, frágil e tíbio. Todas as condições estão dadas para o impasse em que afinal nos metemos. Continue lendo

República de Cuba Asamblea Nacional del Poder Popular Comisión de Relaciones Internacionales

Parlamento cubano condena golpe no Brasil

No último dia 02 de setembro a Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba emitiu nota pública condenando o golpe de Estado promovido no Brasil contra a Presidenta Dilma Rousseff. Confira na íntegra:

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