Editorial da Folha de São Paulo falsifica história da Revolução Russa

Um dos pontos altos da falsificação da história da Revolução Russa que a direita faz pode ser lido em um editorial publicado neste domingo (8) pelo suplemento Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, assinado pelo dono do jornal, Otávio Frias Filho, sob o título de 100 anos do golpe.

Por José Carlos Ruy*

Ele comenta dois livros recém-publicados, que surfam no centenário da revolução – Manifestos vermelhos e outros textos históricos da Revolução Russa, organizado por Daniel Aarão Reis, e A Revolução Russa, de Sheila Fritzpatick.
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Revolução Russa e questão nacional em Mariátegui

Durante a semana da pátria lançamos a palavra de ordem: por uma nova independência. Seguindo o exemplo de Maria Quitéria compreendemos que a história do Brasil esta marcada pelas lutas, suor e sangue de indígenas, negros escravizados, mulheres e operários. Enquanto a historiografia tradicional representa a nossa independência como o ato benevolente do Príncipe português, Dom Pedro I, identificamos que esta não ocorrera sem a participação de brasileiras e brasileiros patriotas e democráticos em grandes jornadas pela libertação nacional.

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A família Ulianov (por Tamara Aleksandranova)

Vladimir Ulianov (Lênin) – o líder da revolução socialista, foi o organizador do primeiro Estado de operários e camponeses. As suas obras são objeto de estudo de gerações de filósofos, estadistas, historiadores, economistas, psicólogos e pedagogos. Tal interesse generalizado conduz-nos à raiz da sua personalidade, às condições em que esta se formou.

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Intelectual entre os bolcheviques, bolchevique entre os intelectuais (por Alexandre Deutsch)

Nas origens do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), o partido fundado por Lênin, estava toda uma plêiade de homens excelsos, pessoas de um talento fora de série. Mas entre eles sobressaía a figura de Anatoli Lunatcharski (1875-1933), primeiro comissário do povo (ministro) da Educação da Rússia Soviética. Ele era um homem de uma erudição enciclopédica principalmente em questões de literatura, artes e filosofia. Não foi por acaso que o famoso jurista russo, o senador Koni, contemporâneo de quatro reinados, afirmou que Lunatcharski foi o melhor ministro da educação que alguma vez vira. E Lênin referiu-se a ele do seguinte modo: “Uma pessoa de talento raro e fecundo.”

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Gramsci e a Revolução Russa (por Alvaro Bianchi e Daniela Mussi)

Retirado do Blog da Boitempo

O que pensava o jovem Antonio Gramsci sobre a Revolução Russa?

Oitenta anos atrás, em 27 de abril de 1937, Antonio Gramsci morreu depois de passar sua última década numa prisão fascista. Reconhecido postumamente por seu trabalho teórico em seus cadernos do cárcere, as contribuições políticas de Gramsci começaram durante a Guerra Mundial, quando ele era um jovem estudante de linguística na Universidade de Turim. Mas mesmo naquela época, seus artigos na imprensa socialista desafiavam não apenas a guerra, mas a cultura italiana liberal, nacionalista e católica.

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