Os cem anos da Revolução Russa: alguns temas para seu estudo (por José Carlos Ruy)

O historiador marxista Eric Hobsbawm ressaltou a importância da Revolução Russa ao escrever que seus limites históricos definem o que chamou de o “breve século XX”: 1917-1991. É uma maneira de ver que enfatiza a importância da Revolução Russa, que iniciou uma nova etapa na história da humanidade.

Quando a revolução ocorreu, a Rússia czarista era a mais atrasada entre as potências européias. Ainda era grande o peso do passado feudal (a servidão fora abolida em 1865), e o país permanecia dominado por uma monarquia absolutista. Sua classe operária se contava aos milhões, mas a base da população era camponesa, e no seu meio predominavam o analfabetismo e o preconceito religioso.  Continue lendo

A luta das mulheres e a atualidade da revolução de outubro de 1917

A luta das mulheres, que já existia há séculos, ganha luz e importância histórica no 8 de Março de 1917

Cerca de 70 mil mulheres estavam na linha de frente dos quadros militares, durante os primeiros anos de formação do Exército Vermelho / Reprodução

Os 100 anos da Revolução Russa, registrados em outubro de 2017, possibilitam reler estudos ou documentos sobre os mais diversos aspectos, muitos dos quais revelam a atualidade de lutas problemas sociais, que motivaram o maior movimento social do século XX. Continue lendo

Editorial da Folha de São Paulo falsifica história da Revolução Russa

Um dos pontos altos da falsificação da história da Revolução Russa que a direita faz pode ser lido em um editorial publicado neste domingo (8) pelo suplemento Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, assinado pelo dono do jornal, Otávio Frias Filho, sob o título de 100 anos do golpe.

Por José Carlos Ruy*

Ele comenta dois livros recém-publicados, que surfam no centenário da revolução – Manifestos vermelhos e outros textos históricos da Revolução Russa, organizado por Daniel Aarão Reis, e A Revolução Russa, de Sheila Fritzpatick.
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Revolução Russa e questão nacional em Mariátegui

Durante a semana da pátria lançamos a palavra de ordem: por uma nova independência. Seguindo o exemplo de Maria Quitéria compreendemos que a história do Brasil esta marcada pelas lutas, suor e sangue de indígenas, negros escravizados, mulheres e operários. Enquanto a historiografia tradicional representa a nossa independência como o ato benevolente do Príncipe português, Dom Pedro I, identificamos que esta não ocorrera sem a participação de brasileiras e brasileiros patriotas e democráticos em grandes jornadas pela libertação nacional.

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A família Ulianov (por Tamara Aleksandranova)

Vladimir Ulianov (Lênin) – o líder da revolução socialista, foi o organizador do primeiro Estado de operários e camponeses. As suas obras são objeto de estudo de gerações de filósofos, estadistas, historiadores, economistas, psicólogos e pedagogos. Tal interesse generalizado conduz-nos à raiz da sua personalidade, às condições em que esta se formou.

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