Oposição persiste em barrar a PEC 55

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Parlamentares da oposição ao governo Temer apresentaram, ao final da tarde de segunda-feira (12), um Mandado de Segurança (MS 34540) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação no Senado da PEC 55 (corte de gastos). O motivo foi o descumprimento do Regimento do Senado e da Constituição Federal, ao dar celeridade exagerada ao tramite da matéria. Continue lendo

Beneplácitos midiáticos

O Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo vai criar uma remuneração variável para valorizar seus praças e oficiais. A letalidade policial fará parte da lista de indicadores que renderão gratificações maiores aos melhores agentes. Os PMs que menos se envolverem em ocorrências suspeitas de resistência seguida de morte ganharão pontos para aumentar seus vencimentos. Os PMs com mais pontos ao longo do mês receberão bonificações maiores.

Quero crer que “políticas públicas” desse tipo possam ter algum fundamento e experiência, dentro ou fora do país. Mas convenhamos: pagar mais para quem matar menos é, em si mesmo, um despautério e indicador do grau de decadência da política de segurança. São Paulo não tem os melhores índices do país no quesito segurança; sequer paga os melhores salários aos seus policiais militares; mas imaginava-se que a formação policial, cuja doutrina já é mais que centenária, tivesse aportado por aqui.

Outro veio foi a inauguração, com pompa e circunstância, de um serviço estadual de atendimento à saúde da mulher portadora de deficiência. Respeito e civilidade devido àquelas minusválidas de condição feminina. Pois bem: investimento de 20 mil reais (não, leitor, você não leu errado nem foi erro de digitação), para “equipar” uma sala para esse fim (que já existia). No Hospital Pérola Byington, do saudoso Dr. Pinotti que viveu à míngua de recursos quando liderou esse belo hospital. Para atendimento aos sábados pela manhã, num total de 16 consultas. Ao longo do ano, se tudo correr bem, serão 16 X 52 consultas = 832 consultas, no maior estado da Federação! Na inauguração desse “serviço”, toda pompa e circunstância dos telejornais locais.

São temas que deveriam provocar editoriais furibundos dos jornalões paulistas, e enxurradas de cartas amargas de leitores contra tais marcas paulistas. Todo ao contrário, como até as pedras sabem. Donde se conclui que tudo pode mudar, menos o beneplácito midiático quanto aos governos tucanos em São Paulo.