O golpe em curso só para quando desmontar o Estado nacional (por Roberto Amaral)

Mais uma da Série Estado de Exceção.

As atenções dos analistas se voltam para a rejeição, pela Câmara dos Deputados (a mesma que depôs Dilma Rousseff), do pedido de licença do STF para processar o ainda presidente da República. Exegetas de todos os naipes se esmeram na procura de significado nos números de votos pró e contra abertura de processo, e há os que perscrutam os astros à procura de luz para a gritante indiferença popular. Teria o povo, cansado e decepcionado, desistido do país, ou simplesmente se deu conta da inutilidade de seu empenho diante de uma partida já decidida na ausência de escolha, pois tratava-se, aquela votação, tão-só de trocar, ou não, seis por meia dúzia?

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Primeira greve geral do Brasil completa 100 anos em 2017 (por Eduardo Alves Siqueira)

Retirado do portal OperaMundi

Em 1917, quando mulheres e crianças labutavam até 16 horas diárias, irrompeu em São Paulo a primeira grande luta operária brasileira, dirigida por anarquistas. Como começou. Quais suas conquistas e atualidade

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O sindicalismo brasileiro diante do golpe, por Andréia Galvão

Se CUT, CTB e Intersindical tiveram papel importante na articulação de uma frente de resistência contra o golpe, o movimento sindical pouco mobilizou suas bases em torno do ‘Não vai ter golpe’ e ‘Fora Temer’. Consolidada a deposição de Dilma, porém, os diferentes segmentos, inclusive PT e CSP-Conlutas, passaram a assumir a bandeira das Diretas-Já.

O Brasil vive hoje em meio a uma dupla crise, econômica e política, que repercute negativamente sobre as condições de trabalho e de vida das classes populares. A crise econômica afetou o crescimento do PIB, que caiu 3,8% de 2015 em relação ao ano anterior. O desemprego passou de 6,5% no último trimestre de 2014 a 11,6% no trimestre encerrado em julho de 2016. A informalidade, que vinha numa trajetória de queda até 2013, também aumentou.

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