Caminho Uruguaio ao Socialismo: O pensamento de Rodney Arismendi e a unidade da esquerda (1955 – 1971) (por Mateus Fiorentini)

A Frente Ampla, como expressão da unidade da esquerda uruguaia, tem sido uma importante referência para inúmeros processos que buscam uma construção unitária deste campo político na América Latina.

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Indústria 4.0, identidade e consciência de classe dos trabalhadores

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Como se sabe, está amplamente questionada hoje pela ofensiva liberal o papel das classes trabalhadoras para qualquer papel transformador da sociedade no rumo do socialismo. A mistificação do fim do papel central do proletariado não esconde a dura realidade da luta de classes promovida pelo capitalismo em termos de superexploração e opressão, precariedade e intermitência nas relações de trabalho, alienação e fragmentação da identidade social. Continue lendo

Los más humildes también crearon la nación, por Fernando Martínez Heredia

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Dos niños mataperreando en La Habana. Foto: Desmond Borland/ AP

He escogido este tema por lo necesario e importante[1] que es hoy para nosotros. Las investigaciones culturales y el conocimiento que ellas aportan han logrado desarrollos muy notables en la Cuba actual, que pudieran ser influyentes en diferentes terrenos. Ante todo, ponen en relación aspectos entrañables de la vida del pueblo, los grupos sociales y las personas con las actividades científico sociales, lo que sin duda ayuda a estas a sentirse valiosas además de serlo, y a la sociedad a apreciar más a los conocimientos. Pero, sobre todo, por el provecho que se les puede sacar, y porque fortalecen y le dan más sentido a los contenidos emocionales y de valores que poseen el mundo espiritual y las formas y actuaciones culturales. Por eso es tan natural que presentemos resultados de investigación y los discutamos como parte de un evento cultural que con razón lleva el nombre de Fiesta. Esto mismo hicimos[2] la semana pasada en Santiago de Cuba, en el Seminario “El Caribe que nos une”, durante la Fiesta del Fuego.

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Ninguém sobra no socialismo. por Oscar Sánchez Serra

847-pcc7COMO os acordos são para serem cumpridos e não para serem colocados numa gaveta, hoje começa a tomar vida uma das decisões do passado 7º Congresso do Partido, aquela que apareceu na primeira jornada no Relatório Central

 

COMO os acordos são para serem cumpridos e não para serem colocados numa gaveta, hoje começa a tomar vida uma das decisões do passado 7º Congresso do Partido, aquela que apareceu na primeira jornada no Relatório Central: “Temos concebido que ambos os documentos, ou seja, a Conceituação e as bases do Plano Nacional de Desenvolvimento, após sua análise no Congresso, sejam debatidos democraticamente pela militância do Partido e a União dos Jovens Comunistas, representantes das organizações de massas e de amplos setores da sociedade, com o propósito de enriquecê-los e aperfeiçoá-los”.

E acrescentava o primeiro-secretário, general-de-exército Raúl Castro Ruz: “Com esse fim solicitamos do Congresso dar licença ao Comitê Central que for eleito para introduzir as modificações que resultem do processo de consulta e sua aprovação definitiva, incluindo os ajustes pertinentes às diretrizes que sejam aprovadas neste evento”. Continue lendo

O inimigo perfeito, por Daniel Sebastiani

O companheiro de luzes e compromissos, Daniel Sebastiani, escreve esse pequeno artigo sobre os bárbaros atentados perpetrados na França, anteontem. Gostaria de tê-lo escrito. Então o divulgo para partilhar com vocês. Lutar contra um regime injusto, suprimidor das liberdades, pode justificar recurso às armas. Praticar terrorismo, sem que seja contra um Estado opressor, mas em nome de uma religião, é um profundo contra-serviço à causa progressista dos povos e nações em busca de sua afirmação. O repúdio ao atentado deve ser um ato de afirmação das liberdades, da luta organizada do povo, das perspectivas humanistas e avançadas para a sociedade.

 

“O atentado contra a revista Charlie Hebdo, em Paris, traz à tona, mais uma vez, o fenômeno do terrorismo de matiz fanático-religiosa. Neste momento, além do justo repúdio ao ato e da solidariedade às vítimas, surgem todo tipo de análise quanto à “guerra de civilizações” e seu corolário de xenofobismo.

Ao analisar de forma séria a história, podem-se constatar os seguintes processos:

  1. O crescimento do fanatismo religioso, de forma significativa em termos Mundiais, com a criação ou reforço de todas as organizações mais conhecidas como a Al Qaeda, o Hamas, o estado Islâmico, entre outras, ocorre após o fim da Guerra Fria e a queda da URSS;
  2. Todas essas organizações ou tiveram apoio explícito, em armas e dinheiro, dos EUA e potências ocidentais, como é o caso da origem da Al Qaeda na luta contra a USS no Afeganistão, ou indireto, através de aliados como a Arábia Saudita e o Qatar, até há pouco tempo financiador da organização que originou o estado islâmico, ou, mesmo, através de ações de desestabilização de governos contrários aos interesses dos EUA e aliados, como foram os casos da Líbia e Síria, hoje viveiros dessas organizações terroristas e ainda podemos citar o combate à OLP que têm levado ao crescimento do Hamas, financiado por monarquias islâmicas pró-EUA.
  3. Através de uma campanha mediática de demonização do islamismo.

 

Cabe perguntar como estes ingredientes históricos se combinam em um processo que leva ao crescimento do fanatismo.

Ao somar a destruição dos estados nacionais de natureza laica do Oriente Médio, por parte dos EUA e da OTAN no pós Guerra Fria, como o Iraque, a Líbia, a Síria e outros, à falta de perspectivas dos jovens do mundo todo e, particularmente, do Oriente Médio, diante da crise do capitalismo, da atual inanição do projeto socialista mundial e da morte do sonho de um estado árabe moderno e laico Pan-Arábico, de líderes como Nasser, têm-se aí um conjunto processual importante.

Ao levar em conta que a Europa e os seus trabalhadores têm sido uma das principais vítimas da crise capitalista de 2008 e que seu descontentamento, com a sua força e sua tradição de luta, pode ser uma ameaça ao sistema; somado ao fato de que a falta de perspectivas da esquerda tem feito com que as forças anti-sistêmicas sejam capitalizadas pela extrema direita xenófoba; e levando em conta que, desde a década de 30 do século XX, as classes dominantes das potências ocidentais têm preferido se aliar a esta direita contra a esquerda; têm-se aí outro conjunto processual importante.

Finalmente, cabe constatar que o papel de policial mundial dos EUA, e os enormes lucros de seu complexo militar-industrial, perderam parte da razão de ser com a queda da URSS; é necessário justificar os gastos militares e a ação bélico-imperialista dos EUA e OTAN no mundo com algum “inimigo global” e que, e aí reside o essencial, é preferível combater e polarizar ideologicamente no Mundo com um atrasado e obscurantista fanatismo religioso, obviamente sem legitimação histórica, do que com uma tradição iluminista – marxista, na essência laica, humanista, racional e generosa e que aponta para o socialismo, ou seja, um futuro histórico legitimador de lutas anti-sistêmicas.

Mundo com um atrasado e obscurantista fanatismo religioso, obviamente sem legitimação histórica, do que com uma tradição iluminista – marxista, na essência laica, humanista, racional e generosa e que aponta para o socialismo, ou seja, um futuro histórico legitimador de lutas anti-sistêmicas.

Conclusão: não deve se buscar os principais responsáveis pela morte dos jornalistas no fanatismo e no Oriente Médio, mas sim nos interesses dos capitais globalizados e nas capitais dos EUA e dos países da OTAN.”

Professor de História da Fundação Liberato Salzano-NH/RS. Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RS.

Professor Daniel V. Sebastiani – sebastiani1917@gmail.com