A luta traz conquistas que o parlamento transforma em Lei (por João Carlos Gonçalves)

Há tempos os trabalhadores aprenderam que, para mudar a sociedade e reduzir desigualdades, a luta é o instrumento mais importante. Sem ela não há conquistas. Para fechar uma convenção coletiva, um acordo na empresa, ela é essencial. Mas, para que a conquista da luta vire lei, existe todo um processo que envolve a sociedade. Para ser promulgada, uma lei precisa de maturação teórica, de debates, e precisa de enfrentamento dentro dos parâmetros sociais e civis. Sem consenso cabe ao Parlamento decidir, por meio do voto, sua instituição.

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Novo ciclo demanda reposicionamentos e estratégias para a construção partidária

Está em curso uma mudança de fase na vida do país: o ciclo dos governo progressistas se esgotou e outro busca nascer, cujos contornos são ainda indefinidos. É preciso ser consequente com essa constatação. O Brasil e as conquistas sociais do povo estão em derrocada acelerada. Há como uma “contrarrevolução” em curso, que avança ferozmente contra tudo que se alcançou em longas décadas de luta, desde tópicos nascidos com o ciclo da modernização brasileira a partir dos anos 1930, e que abate todo o edifício político-social erigido com base na Constituição de 1988 ameaçado de implosão com crescentes violações do Estado democrático de direito.

A maré baixa subtrai perspectivas para a maioria da nação. Sobretudo para a esquerda, o melhor é considerar que se está apenas no fim do começo – o propósito último da ofensiva em curso é garroteá-la, pela tentativa de desmoralização, por processos judiciais facciosos e pela inadimplência

Nesse quadro, são necessários reposicionamentos na orientação política, nas relações com os trabalhadores e segmentos populares, na interação maior com as forças progressistas e democráticas e até mesmo forjar reconfigurações de caráter frentista e não partidistas para poder se apresentar como alternativa eleitoral. Continue lendo

Virou a correlação de forças nas ruas: rumo à Greve Geral! (por André Tokarski)

Quem sabe remar não estranha
vem chegando a luz de um novo dia
O jeito é criar um outro samba
sem rasgar a velha fantasia”
(Paulinho da Viola – Rumo dos ventos)

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A cidade cinza do João trabalhador, cores e valores (por Toni C)

 

Já pensou um prefeito no Rio de Janeiro como um de seus primeiros atos, ordenar a retirada do Cristo alegando que a estátua está em desacordo com suas crenças religiosas? Pior, o próprio anticristo convertido em chefe da cidade, indo em pessoa dar fim ao Redentor de pedra sabão no alto do Morro do Corcovado? A cidade, o estado e o país não deixariam passar batido uma atrocidade dessas, concorda?

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