Quando a chave para a solução está no problema, a tendência da crise é perenizar (por Alon Feuerwerker)

Os desdobramentos do triunfo do governo no TSE permitem desconfiar: terá sido uma vitória de Pirro? Fechou-se uma porta para a remoção do presidente, mas ao custo de imenso sacrifício de recursos políticos, materiais e simbólicos. Quem discorda dirá que não, que se alcançou o essencial. E é verdade. Mas é fato também que o custo foi mesmo altíssimo.

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A vitória de Temer no TSE e os próximos capítulos (por Ricardo Capelli)

Desde que Joaquim Barbosa, durante o julgamento do mensalão, decretou que “a Constituição é o que o STF interpreta”, a vitória de Temer é a primeira derrota da ofensiva obscurantista que tomou setores da sociedade brasileira. A derrota da Globo é histórica.  Julgamentos desta natureza não são jurídicos. Expressam a concertação de grandes blocos de interesse. Os desdobramentos serão sentidos:

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JBS: o lado obscuro de uma história mal contada (por Perpetua Almeida e Ronaldo Carmona)

Os episódios da delação da JBS, que feriram de morte o governo Temer, apresentam um outro lado da moeda até agora pouco observado e de graves repercussões estratégicas para o interesse nacional. Primeiro, de natureza geopolítica. Segundo, relacionado a própria estratégia de desenvolvimento do país.

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É preciso frieza para entender e estar no jogo – Parte II (por Ricardo Cappelli)

Por que o jornalista Lauro Jardim teve o “privilégio” de dar “o furo do século”? Por que a Globo resolveu exigir a saída de Temer e colocar a família de Aécio no presídio no JN? Teria a família Marinho dado uma súbita guinada à esquerda? Seria Lauro Jardim o mais competente jornalista de todo hemisfério sul? Por que Meireles anunciou ontem ao mercado que, seja qual for o presidente, ele e sua equipe permanecerão? Quem lhe deu esta segurança? Por que foram feitas sonoras com alguns Ministros do STF defendendo a manutenção das atuais regras constitucionais (indiretas)?

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Nova megadelação desorganiza os blocos e abre caminho para um novo candidato (por Alon Feuerwerker)

Boletim no. 62 Extra (17/05/2017)

O principal efeito da megadelação dos controladores e executivos da J&F será, pela primeira vez desde a eclosão da crise, há três anos, desorganizar os dois grandes blocos que disputam o poder. Também deve abrir caminho para um novo personagem, mas não necessariamente um personagem novo, na disputa de 2018.

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