As reformas, os direitos e a economia: o que sobrará depois? (por Isabela Prado Calegari, Queren Rodrigues e Beatriz Passarelli Gomes)

Com a possibilidade de eleições indiretas em uma sucessão que provavelmente seguirá a mesma linha de Temer, as medidas que estão sendo impostas são sistematicamente rejeitadas pela ampla maioria da sociedade e derivam do acordo explícito entre um Executivo ilegítimo, um Legislativo não representativo e confederações patronais.

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Disputar saída legitimamente democrática para a crise (por Walter Sorrentino)

Nesta hora de agravamento da crise brasileira, um conjunto de forças vão ampliando seu entendimento de que país está conflagrado política e institucionalmente. Com isso acentua-se a crise econômica, com consequente crise fiscal de estados e municípios que afeta todos os cidadãos, e ressurgem com força conflitos sociais medonhos, com mortandade crescente de jovens, chacinas e rebeliões. O impeachment ultrajou a nação, o Brasil e a democracia sangram, a austeridade penaliza o povo trabalhador.

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A repressão é a outra face do retrocesso nos direitos (por Luis Felipe Miguel)

Foto/Reprodução: Mídia Ninja

O recado está claro: o regime que emergiu do golpe não hesitará em usar a força contra os cidadãos que nunca o elegeram. É um movimento de graves consequências, mas que não chega a ser inesperado. Carente de legitimidade popular, incapaz de sustentar a si mesmo ou suas propostas no debate público, o governo já vinha numa escalada repressiva.

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O aprofundamento da crise e as tarefas do campo democrático (por Jean Keiji Uema)

Retirado do portal Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

O propósito deve ser o de unir o campo democrático e progressista para o enfrentamento atual e os momentos graves que se avizinham, criando as condições para disputar o apoio social e político, fazendo o contraponto necessário ao conservadorismo hoje vigente, quiçá suficiente para vencê-lo, e oferecendo uma perspectiva de futuro para a maioria do povo brasileiro.

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O momento político, caminhos a percorrer

O presidente Temer foi posto em xeque e, em poucos movimentos mais, sabe que virá o xeque mate. Temer ainda se segura, tem ciência de sua fragilidade, procura ainda chantagear com as reformas (e a “caneta” para garantir apoios) para que o consórcio do impeachment o mantenha no cargo, mas teme por sua liberdade, que vai tentar negociar.

A Globo, com a Lava Jato minando o terreno da política, precipita essa solução. Age de modo exclusivista visando impor seu caminho – que é principalmente o de assegurar as reformas, mas também promover alternativas a 2018, que parecem ser decididamente o de nomes no campo da anti-política.
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